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sábado, 23 de fevereiro de 2013


Uma das coisas que mais mexe comigo e me revolta é a teimosia do povo português em ser conformista. Quem diria que um povo que  fez uma revolução à cerca de 40 anos atrás se tornou tão pacato? Hoje o país está chocado com a conduta de dois polícias, que expulsaram um rapaz do comboio porque este não comprou bilhete para a cadela. Os polícias e a CP estão a ser altamente criticados... Mas o povo esquece a história também recente do polícia que, após ter sido chamado por denúncia de um furto num supermercado, onde apenas tinham tentado roubar alimentos básicos e essenciais, e o mesmo polícia disponibilizou-se a pagar a quantia que, embora pequena, era decisiva.
Atualmente a classe política está descredibilizada. O povo sente que está a ser lesado, não está totalmente adormecido. Mas o povo, por se sentir injustiçado, dispara em todas as direcções - e talvez nas erradas. Ou poderemos nós esquecer que o facto de o nosso país ser hoje livre se deve à classe militar?
O que é de facto importante é fazer com que não se perca a veia activa e reivindicativa do povo português. É importante que este lute, saia à rua e aja. Eis então mais uma oportunidade de o fazer: na Manifestação de 2 de Março.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Para quando será o fim da crise?

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu ontem em entrevista à TVI que o atual nível de impostos aplicado em Portugal é insustentável e não pode eternizar-se, mas recusou apontar uma data para a sua redução.


Que pensa (as) disto?

sábado, 17 de novembro de 2012

Cidadania Ativa

Actualmente, a partir dos 18 anos todos os portugueses podem exercer o seu direito de voto. Aquele direito que devia ser, pelo menos na consciência de cada um, um dever. Aquele direito que as pessoas não usam como deviam. Aquele direito que grande parte da população não usa. 
Actualmente, as pessoas estão inconformadas, revoltam-se. Alguns até participam em manifestações e aderem a greves. Actualmente as coisas não estão bem em Portugal e muitos dos exageros cometidos são justificados com a liberdade de expressão, de associação. 
No dia 14 de Novembro, dia de greve geral e de manifestações à porta da Assembleia, ouvi uma senhora dizer que "estamos como no tempo de Salazar. A única diferença é que podemos falar." Quando ouvi a frase concordei com a senhora, mas agora que penso melhor vejo que está errada. Há, pelo menos, mais uma diferença: agora também podemos votar. E quantos o farão quando forem chamados às urnas? Quantos sairão de casa se estiver frio ou sairão da praia se estiver calor para exercer o direito de voto? Porque é sempre mais fácil criticar do que fazer algo - mesmo que esse algo seja pura e simplesmente uma cruz.